“João de Barro”

    No bico sujo
    O João leva partes de sua casa
    O vento não o deixa voar
    A chuva encharca sua asa
    Galho a galho
    Rasante a rasante
    O cansaço não o impede de voar
    Tira força sabe-se de onde
    A todo instante
    O vento frio quase congela suas penas
    Com o bico pega galhos e folhas
    Fecha fenda por fenda
    O tempo fecha
    (Precisa agir)
    Questiona-se
    “Será que vou conseguir?”
    O tempo passa e agora precisa focar
    A “casa” está pronta 
    E os ovos precisa chocar
    Cansado João pousa em um galho 
    E admira sua casa sem vizinhos
    Descansa João
    Aproveita seu lindo e prospero ninho


                   "Davi Antonio"